Contra a intervenção militar, pelo direito à verdade: Mobilização #DesarquivandoBR 2018

Chamada para blogagem coletiva e tuitaços

Neste Dia Internacional do Direito à Verdade, lançamos uma nova campanha #DesarquivandoBR com blogagem coletiva de hoje até o próximo domingo, e tuitaço nos dias 28 de março e em 1o de abril, aniversário do golpe de 1964.

O dia 24 de março, consagrado pelas Nações Unidas como Dia Internacional do Direito à Verdade, foi instituído em 2010, no 35º aniversário do assassinato pelo Exército salvadorenho do arcebispo de El Salvador Óscar Arnulfo Romero, o Dom Romero, enquanto celebrava missa. Para os argentinos, trata-se do Día Nacional de la Memoria por la Verdad y la Justicia, aniversário do golpe militar de 1976 e uma ocasião para exigir a punição dos genocidas e honrar a memória dos mortos e desaparecidos.

No Brasil, pela primeira vez, temos o Dia Internacional do Direito à Verdade incorporado oficialmente ao calendário nacional, graças à lei nº 13.605, de 9 de janeiro de 2018, que teve origem em projeto da deputada Luiza Erundina.

Em 28 de março de 1968, ocorreu o assassinato do estudante Edson Luís de Lima Souto pela ditadura militar no Rio de Janeiro. Cinquenta anos depois desse crime, os agentes das graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro nessa época continuam sem sanção. O legado da ditadura continua vivo nas periferias, nas favelas, no campo, nas terras indígenas, nas comunidades quilombolas, nas comunidades tradicionais, a perpetrar crimes na certeza da impunidade. Por isso o tuitaço durante todo o dia 28 e no 1º de abril.

Estamos há pouco mais de 33 anos da posse do primeiro presidente da república civil após a ditadura, e há três anos da entrega do relatório final da Comissão Nacional da Verdade. Mesmo assim, em muitos casos ainda nos falta a verdade e, para todo o conjunto de crimes contra a humanidade, falta a justiça.

Precisamos que as iniciativas de memória, verdade e justiça sejam propagadas contra os entusiastas da “intervenção militar”, bem como contra as execuções de militantes de direitos humanos, como a de Marielle Franco. O próprio comandante do Exército, Gal. Eduardo Villas Bôas, afirmou que não quer uma nova comissão da verdade para a intervenção militar no Rio de Janeiro.

Com esta campanha #DesarquivandoBR, reafirmamos a necessidade da abertura de todos os arquivos e documentos secretos da ditadura militar, da busca e identificação dos corpos dos desaparecidos políticos, além da revisão ou reinterpretação da Lei da Anistia para que as violações de direitos humanos cometidas pelo Estado brasileiro possam ser processadas e punidas criminalmente.

Pedimos a todas e todos que escrevam e divulguem seus textos e mensagens com a hashtag #DesarquivandoBR e #JustiçaParaMarielle, que replicaremos no blogue DesarquivandoBR e nas redes sociais.

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