Clipping #desarquivandoBR — 1º de abril

Reunião das notícias públicas na imprensa e/ou divulgadas de 26 a 31 de março

Nada de festa: 64 foi golpe!

Neste fim de semana completam-se 48 anos do golpe militar de 64. Diferentemente de outros anos, os militares já não falam sozinhos. E os ânimos estão exaltados. Militares reformados vieram a público deslegitimar o atual ministro da Defesa, Celso Amorim, e marcaram “festas” e atos para comemorar o golpe. Em declarações à imprensa, escancaram a verdadeira motivação: a insatisfação com a criação da Comissão da Verdade, que ainda não tem seus membros definidos e nem data para início de funcionamento. Do outro lado, a sociedade organizada e movimentos de direitos humanos vão às ruas denunciar os torturadores e militares golpistas. Não deixam que comemorem o golpe em paz e impunemente. A possibilidade de investigação de crimes da ditadura é uma realidade próxima, mas que ainda tem que ser defendida para que de fato ocorra.
Leia  artigo completo; Fonte: Escrevinhador

************************************

Juan Gelman: “encontrar um desaparecido é honrá-lo, dar-lhe um lugar na memória”

Juan Gelman, quase 82, para muitos o maior poeta de língua espanhola das Américas, está a poucas semanas de encerrar a jornada dolorosa que começou em 1976, quando o primogênito, Marcelo, e a nora, María Claudia, grávida de oito meses, foram presos pela ditadura militar na Argentina.  Gelman já conseguiu enterrar Marcelo. Falta sepultar María Claudia, de quem podem ser os ossos encontrados num quartel uruguaio no último dia 14. O resultado do exame de DNA sai em abril – quem sabe nos dias em que Gelman vai estar em terras brasileiras, aonde chega do México, lugar do seu exílio, para a primeira Bienal do Livro de Brasília, entre os dias 14 e 23.

O que representa, pessoal e politicamente, localizar os desaparecidos? Aqui no Brasil também se quer mudar a lei de Anistia para abrir arquivos. “Meu filho foi assassinado com um tiro na nuca pela ditadura e ficou 13 anos desaparecido. Até que seus restos foram encontrados na Argentina. Pude dar-lhe uma sepultura.  É reparador. Enterrar os mortos queridos é algo que existe desde tempos muito antigos. Encontrar um desaparecido é  honrá-lo, dar-lhe um lugar na memória. A palavra ‘desaparecido’ esconde quatro atos  – o sequestro, a  tortura, o assassinato e o desaparecimento. Porque sabemos que não estão desaparecidos, sabemos que estão mortos.”

Leia entrevista completa; Fonte: Folha Online

************************************

Para Chauí, ditadura iniciou devastação física e pedagógica da escola pública

São Paulo – Violência repressiva, privatização e a reforma universitária que fez uma educação voltada à fabricação de mão-de-obra, são, na opinião da filósofa Marilena Chauí, professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, as cicatrizes da ditadura no ensino universitário do país. Em conversa com a Rede Brasil Atual, Chauí relembrou as duras passagens do período e afirma não mais acreditar na escola como espaço de  formação de pensamento crítico dos cidadãos, mas sim em outras formas de agrupamento, como nos movimentos sociais, movimentos populares, ONGs e em grupos que se formam com a rede de internet e nos partidos políticos. (…)

Quais foram os efeitos do regime autoritário e seus interesses ideológicos e econômicos sobre o processo educacional do Brasil?
Vou dividir minha resposta sobre o peso da ditadura na educação em três aspectos. Primeiro: a violência repressiva que se abateu sobre os educadores nos três níveis, fundamental, médio e superior. As perseguições, cassações, as expulsões, as prisões, as torturas, mortes, desaparecimentos e exílios. Enfim, a devastação feita no campo dos educadores. Todos os que tinham ideias de esquerda ou progressistas foram sacrificados de uma maneira extremamente violenta. Em segundo lugar, a privatização do ensino, que culmina agora no ensino superior, começou no ensino fundamental e médio. As verbas não vinham mais para a escola pública, ela foi definhando e no seu lugar surgiram ou se desenvolveram as escolas privadas. Eu pertenço a uma geração que olhava com superioridade e desprezo para a escola particular, porque ela era para quem ia pagar e não aguentava o tranco da verdadeira escola. Durante a ditadura, houve um processo de privatização, que inverte isso e faz com que se considere que a escola particular é que tem um ensino melhor. A escola pública foi devastada, física e pedagogicamente, desconsiderada e desvalorizada.
E o terceiro aspecto?
A reforma universitária. A ditadura introduziu um programa conhecido como MEC-Usaid, pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, para a América Latina toda. Ele foi bloqueado durante o início dos anos 1960 por todos os movimentos de esquerda no continente, e depois a ditadura o implantou.  (…)

Leia entrevista completa; Fonte:  Rede Brasil Atual

************************************

Estado brasileiro terá que prestar contas sobre morte de Herzog à OEA

Brasília — A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), entidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), notificou nesta semana o Estado brasileiro sobre denúncias referentes às circunstâncias da morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975. A notificação indica a abertura oficial, pela corte internacional, da investigação sobre a morte do jornalista, ocorrida dentro do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo, órgão subordinado ao Exército, que funcionou durante o regime militar. O pedido de investigação foi feito por quatro entidades que atuam na defesa de direitos humanos no Brasil: o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil), a Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FIDDH), o Grupo Tortura Nunca Mais, de São Paulo, e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos, da Arquidiocese de São Paulo.
Leia notícia completa; Fonte: Agência Brasil

************************************

Supremo Tribunal Federal adia julgamento da Lei da Anistia

Agora, a lei será discutida apenas após a Páscoa. Se Corte mantiver interpretação da lei, 200 crimes políticos ficarão impunes

Inicialmente esperado para esta quinta-feira (23), o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do recurso impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) questionando validade da Lei da Anistia, foi novamente adiado. Agora, a lei será discutida apenas após a Páscoa. O embargo de declaração impetrado pela OAB chegou a ser colocado na pauta de julgamentos desta quinta-feira, mas não houve tempo hábil para apreciação. A sessão terminou por volta das 19h30 já que parte dos ministros teria que se ausentar do plenário por causa da sessão desta quinta-feira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Leia notícia completa; Fonte: Último Segundo-IG

************************************

Viúva e filhas buscam na Justiça retificação de certidão de óbito de vítima da ditadura militar

Foram ouvidas hoje (29), no fórum da Praça João Mendes, em São Paulo, as testemunhas no processo que pede a retificação da certidão de óbito do militante comunista João Batista Drumond. A morte do militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi registrada como consequência de um atropelamento na esquina da avenida 9 de Julho com a rua Paim, na região central da capital paulista, em 1976. Na ação movida pela viúva Maria Ester Cristelli Drumond e as filhas, Rosamaria e Silvia, para corrigir a certidão de óbito, a viúva sustenta que Drumond foi morto sob tortura dentro do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), para onde foi levado após ser preso durante operação policial que desarticulou uma reunião do PCdoB em uma casa no bairro da Lapa, na zona oeste da capital paulista. Na ação militar, dois militantes foram mortos. / Leia notícia completa; Fonte: UOL Notícias

************************************

Parlamentares pedem mobilização para esclarecer violações da ditadura

Participantes do 12º Fórum Parlamentar Nacional de Direitos Humanos, realizado nesta quarta-feira pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, defenderam a mobilização nacional em favor da apuração de violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar. “Precisamos fazer um movimento grande, o único jeito de avançarmos é com mobilização”, sustentou o deputado Luiz Couto (PT-PB). A coordenadora da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, criada no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Luíza Erundina (PSB-SP), ressaltou que o grupo tem esse objetivo. Ela acrescentou que o grupo também vai pressionar a Comissão Nacional da Verdade a realizar seu trabalho com mais rapidez.
Comissão Nacional
Criada pela Lei 12.528/11, essa comissão deverá ser criada pela Casa Civil da Presidência da República para esclarecer as violações de direitos cometidas por agentes públicos entre 1946 e 1988. De acordo com Erundina, embora represente um avanço, a iniciativa “tem limitações muito fortes, como o pequeno número de participantes, prazo muito longo de funcionamento e falta de dotação orçamentária”. Pela lei, a comissão será composta por sete integrantes designados pelo presidente da República e terá prazo de dois anos, a partir da data de sua instalação, para a conclusão dos trabalhos.
Leia notícia completa; Fonte: Agência Câmara de Notícias

************************************

Recortes da Realidade: Comissão da Verdade tem de incluir elites civis

A comissão deve investigar as elites empresariais conservadoras que se uniram a militares em 64 para manter privilégios, inclusive o seu papel nos casos de tortura 
(Por José Luiz Niemeyer dos Santos Filho, em 27/03/2012 na Folha de S. Paulo)

A discussão das últimas semanas, referente às ácidas cartas de setores da reserva das Forças Armadas sobre o processo de criação de uma Comissão da Verdade, coloca um ponto importante para nossa reflexão. Quem pensou, organizou e operacionalizou o movimento de 1964? A resposta soa clara ao aluno desatento do ensino médio: militares. Mas não. A participação ativa dos setores civis da sociedade no golpe militar de 31 de março de 1964 deve ser discutida e aprofundada, inclusive naquilo que se refere à tortura e ao desaparecimento daqueles que se opunham ao regime. Não se muda a história. A participação civil nos regimes ditatoriais é regra quando se observa alguns dos processos históricos contemporâneos. Além dos militares e dos serviços secretos, sempre há aqueles grupos civis que incentivaram a ruptura institucional a partir do uso da força militar.
Leia artigo completo; Fonte: QTMD?

************************************

O golpe e a ditadura militar

Emir Sader — Brasil não era um país feliz antes do golpe de 1964. Mas era um país que dava sequência a um ciclo longo de crescimento econômico, impulsionado por Getúlio, como reação à crise de 1929. Nos anos prévios ao golpe era um país que começava a acreditar em si mesmo. Quem toma com naturalidade agora a Copa do Mundo de 1958 não sabe o quanto ela foi importante para elevar a auto estima dos brasileiros, que carregavam, desde o fatídico 16 de julho de 1950, o trauma do complexo de inferioridade. Mas isso veio junto com a bossa nova, o cinema novo, o novo teatro brasileiro, um clima de expansão intelectual por grandes debates nacionais, pela articulação com grandes temas teóricos e culturais que começavam a preparar o clima da década de 1960.
Leia artigo completo; Fonte: Carta Maior

************************************

Manifestantes protestam contra ex-delegado da polícia que atuou na ditadura

Em pequenos grupos, carregando instrumentos musicais, os jovens saíram do centro de São Paulo. Uma hora depois, na zona sul, eles mostraram no grito o que pretendem. A manifestação é contra o Davi dos Santos Araujo, conhecido como capitão Lisboa. Ele é apontado como um dos principais torturadores durante a ditadura.
Assista matéria completa; Fonte: R7

************************************

Andrada se defende e jura não ter participado de mortes na ditadura

Exclusivo: SporTV News ouve arqueiro do gol 1.000 de Pelé, acusado de
envolvimento em duas mortes durante o regime militar argentino em 1983

Ex-jogador do Vasco e ídolo do Rosário Central, Andrada teve a sua carreira marcada por ter sofrido o milésimo gol de Pelé, em 1969. Porém, os tempos de glória se foram, e hoje, aos 73 anos, ele vive um drama. “El Gato”, como era conhecido, está sendo acusado de ter sido agente civil de inteligência do exército durante a ditadura militar na Argentina e participado da morte de dois militantes políticos. O SporTV foi até Rosário, cidade a cerca de 300km da capital Buenos Aires, e entrevistou com exclusividade o ex-goleiro, que pela primeira vez falou sobre as acusações para uma emissora de televisão brasileira. Andrada se tornou alvo do rancor da população, principalmente depois que a promotoria da província de Santa Fé o denunciou por, supostamente, ter participado da execução de dois militantes políticos em 1983. Osvaldo Cambiasso e Eduardo Pereira Rossi foram levados para um galpão onde foram torturados e assassinados. O ex-goleiro se diz inocente e garante ser vítima de calúnia e difamação. / Leia matéria completa; Fonte SporTV

************************************

A manifestação dos caras-pintadas diante do Clube Militar

Hildegard Angel — Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o “31 de Março” e contra a Comissão da Verdade. (…)  Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: “Presente!”. Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão. Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. (…) Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram. Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: “A senhora quer um copo d’água?”. Na mesma hora o copo d’água veio. O segurança do Clube ofereceu: “A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? “. “Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada”. E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.
Leia artigo completo / Fonte: Blog Hildegarg Angel (R7)

************************************

Levante Contra Tortura

Na segunda-feira 26 de março, o Brasil foi surpreendido por ações chamadas de escrachos (ou esculachos) que tem como objetivo identificar os torturadores diante de seus vizinhos, colegas de trabalho, clientes. Os escrachos do Levante Contra Tortura ocorreram em sete cidades e sacudiram os ânimos de quem luta contra a impunidade dos crimes cometidos pelo Estado brasileiro durante da ditadura civil-militar brasileira. As ações foram organizadas pelo Levante Popular da Juventude.
Leia o manifesto e veja como foi a repercussão dos escrachos na imprensa.

************************************

“Quando vai acabar a ditadura civil-militar?”

Manifesto das entidades convocando o Cordão da Mentira, São Paulo em 1º de abril

Dizem que quando uma mentira é repetida exaustivamente, ela se torna verdade. Dizem também, que é como farsa que o presente repete o passado. Por isso, vamos “celebrar” a farsa, a mentira e sua repetição exaustiva. No dia da mentira de 1964, ocorreu o golpe que instituiu a ditadura civil-militar. Dizem que ela acabou. Porém, a maior ilusão da história brasileira repete-se. A ditadura civil-militar se fortalece no golpe de Primeiro de abril 1964 e, até hoje, ninguém sabe quando vai acabar! Nós vamos celebrar. No dia primeiro de abril, abram alas para o Cordão da Mentira! Quando admitimos que os crimes do passado permaneçam impunes, abrimos precedentes para que eles sejam repetidos no presente. Com a roupagem indefectível da democracia, da constituição, do direito à livre manifestação, o Estado continua executando os seus inimigos e calando de uma forma ou de outra aqueles que pensam e atuam em favor da tolerância, em favor da utilização dos espaços públicos de maneira respeitosa e saudável. Em nome da manutenção da produção e do consumo ostensivo vivemos o estado de exceção como regra e o direito conquistado de ir às urnas acaba apenas legitimando o que é uma verdadeira licença para calar, reprimir, matar./ Leia manifesto completo; Fonte: Brasil de Fato

************************************

Golpe de abril, interpretação constitucional e bravatas

É claro que ainda hoje temos temos reflexos condicionados a esse passado imbuído de ilegalidades, impressos no DNA de nossa justiça

João Vicente Goulart — Abril está chegando e com ele o dia primeiro. Há quarenta e oito anos Brasil sofria um Golpe de Estado inconstitucional dado contra o governo do Presidente João Goulart, eleito e cofirmado na presidência por duas vezes; na eleição presidencial de 1960 na qual foi eleito vice de Jânio, pois também se votava em vice e em 1963 quando é confirmado pelo plebiscito o retorno do presidencialismo. Não é bravata; o golpe foi no dia 1° de abril, mas no começo vitorioso os militares que o chamaram de “revolução”, transferiram a data para o dia 31 de março, pois não queriam comemorar o fiasco da derrubada constitucional no dia dos bobos. Instalaram então uma república de ditadores sem votos na qual para assumir a magistratura máxima da Nação era preciso ter estrelas, não o do sufrágio universal do voto, não as estrelas da intelectualidade, do saber, da capacidade, da integridade ou as estrelas emergidas da vontade soberana do povo; eram sim as estrelas das armas. Não bastava aos tiranos terem uma ou duas estrelas, eram necessárias quatro e às vezes oito emprestadas de algum general irmão de armas. Quanto mais prepotência dos quartéis, mais opressão contra a cidadania e o povo civil.
Leia artigo completo; Fonte: Brasil de Fato

************************************

31 de março. Festejar o quê?

Bemvindo Sequeira — Há 48 anos atrás era eu um jovem de 17 anos. Um jovem que acreditava na democacia e nos valores democráticos. No respeito à Constituiçao e à vontade popular expressa nas urnas. Queria apenas viver em paz no País onde nasci. Há 48 anos setores golpistas das Forças Armadas, financiados pelos EEUU , apoiados pela 5a Frota naval estadunidense desferiram um golpe na democracia brasileira, rasgaram a Constituição que juraram defender e instauraram no País um tempo de perseguições, censura, prisões, torturas e mortes. Passei a minha juventude sem poder ver os filmes, ler os livros, os jornais, sem poder discutir temas quaisquer ligados ao País, enfim sem ter acesso á cultura que o mundo civilizado tinha.
Leia artigo completo; Fonte: Blog Bemvindo Sequeira (R7)

************************************

Retorno àqueles dias “mal-ditos”

Jean Wyllys — Eu nasci em 1974, quando o Brasil estava sob a ditadura do general Ernesto Geisel. Nasci na periferia miserável de Alagoinhas, cidade do interior da Bahia. Quando me entendi por gente, lá pelos anos 1980, a ditadura ainda vigorava, mas lá, por aquelas bandas, não se fala em ditadura. Meus pais, meus tios e meus vizinhos – aquelas pessoas pobres em luta apenas pelo pão de cada dia – não falavam em ditadura. E aquele comunicado da censura oficial que antecipava cada programa de tevê que eu via pela janela do único vizinho com aparelho em casa, aquele comunicado nada significava além de um alerta inócuo para mim e para os demais. Só anos depois, já no final do ensino fundamental, pude perceber, pelos livros da biblioteca da casa paroquial (“Brasil: nunca mais”, o principal deles) que nós fazíamos parte da pátria mãe que dormia distraída enquanto era subtraída em “tenebrosas transações”, para citar Chico Buarque.
Leia artigo completo; Fonte: Carta Capital

************************************

Exclusivo: Argentina investiga desaparecimento de pianista brasileiro

Tenório Jr., pianista de Vinícius de Moraes, desapareceu em 1976 em Buenos Aires

Passados mais de 35 anos, as reais circunstâncias da morte de Francisco Tenório Jr., o Tenorinho, pianista de Vinícius de Moraes que desapareceu em março de 1976, em Buenos Aires, podem ser esclarecidas. O procurador federal argentino da causa penal da Operação Condor, Miguel Angel Osorio, que investiga delitos praticados pela aliança político-militar criada entre ditaduras da América do Sul para coordenar a repressão a opositores, abriu, no mês de fevereiro, uma investigação formal sobre as circunstâncias da morte de Tenorinho. “E como estou investigando formalmente a morte do músico, entre outras coisas pedi a extradição de Vallejos”, disse à Caros Amigos, em entrevista ao telefone, durante sua breve visita ao Brasil, para participar do 5º Encontro Latino Americano Memória, Verdade e Justiça, ocorrido em Porto Alegre (RS), nos dias 29, 30 e 31 de março.
Leia matéria completa; Fonte: Caros Amigos

************************************

As manchetes do golpe militar de 1964

“Que tal republicar as manchetes de cada órgão de imprensa naquele primeiro de abril de 1964? – sugeriu Emir Sader em seu blog nesta página. Publicamos uma seleção do que foi destaque em alguns dos principais jornais do Brasil a partir do dia 1° de abril de 1964. “Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições”, disse o Globo, apoiando o golpe militar.
Leia matéria completa; Fonte: Carta Maior

Anúncios
Esse post foi publicado em clipping e marcado , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s